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O Diário De Anne Frank

  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

O Diário de Anne Frank consiste em uma autobiografia escrita de 1942 a 1944. A obra epistolar tornou-se um documento essencial para compreendermos a especificidade da tragédia colossal que foi o Holocausto. No diário, a autora narra a experiência de duas famílias judias que viviam em Amsterdã e que precisaram se esconder durante a perseguição nazista ao povo judeu.

A engenharia social que culminou no extermínio de milhões de judeus não começou do dia para a noite, mas sim de maneira paulatina: com propagandas, leis, decretos e a disseminação da pseudo ideia da superioridade da raça alemã. Essa fase teve seu ápice nos campos de concentração, guetos, câmaras de gás e no fuzilamento de judeus. Com leis alemãs cada vez mais severas, o povo judeu foi segregado, separado, perdeu a condição de cidadão, foi desumanizado e, por fim, exterminado.

“Obrigaram-nos a usar a estrela e a entregar as bicicletas. Não nos deixavam andar nos bondes e muito menos de automóvel. Os judeus só podiam fazer compras das três às cinco horas, e só em lojas judaicas. Não podiam sair à rua depois das oito da noite e nem sequer ficar no quintal ou na varanda. Cada vez mais decretos antissemitas surgiam. Toda a nossa vida estava sujeita à enorme pressão.”

Quase esqueci de mencionar a expropriação dos bens daquele povo, bem como o confisco de propriedades e de dinheiro.

A personagem principal dessa história é uma garota de 13 anos chamada Anne Frank. Com os decretos do governo alemão, Anne e sua família tiveram de se esconder em um anexo, em Amsterdã. Anne ganhou um diário de aniversário e passou a registrar a vida de todos os moradores do esconderijo.

Pode-se dizer que a autora é vanguardista, por ser tão genial na elaboração de seu diário. A escritora humaniza o diário ao chamá-lo de Kitty:

“Por tudo isso é que escrevo um diário. É para fazer de conta que tenho uma grande amiga. A este diário, que vai ser minha grande amiga, vou dar o nome de Kitty.”

A autora consegue descrever a personalidade de cada um dos moradores, bem como os sentimentos que os permeavam naquele esconderijo. A angústia existencial diante de um futuro incerto tomava conta de todos os habitantes. “Fico aflita com a ideia de não poder sair daqui, e tenho medo de que nos descubram e nos fuzilem. É isto que pesa sobre mim de modo horrível.” Viviam em alerta constante, com medo de serem descobertos e terem as suas vidas ceifadas. Sentiam tristeza pelo isolamento social involuntário, o que desaguava em muitos desentendimentos entre os confinados do anexo, tornando aquela convivência uma experiência extremamente difícil.

O Diário de Anne Frank é um documento vivo de um dos capítulos mais tristes da história da humanidade. Já traduzido para mais de 70 idiomas, permite que cada vez mais pessoas tenham contato com essa obra ímpar, para que a memória dessa tragédia permaneça viva e para que nenhuma outra tentativa de genocídio se repita ao longo da história.

 
 
 

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